🌍 Desafios Globais e a Nova Diplomacia Comercial: O Que Esperar das Taxações dos EUA
- Douglas de Lima
- 4 de ago.
- 7 min de leitura

Prezados Amigos do Comércio Exterior e Entusiastas da Internacionalização de Produtos, Serviços Brasileiros e Mundiais.
Com muita alegria, escrevo mais esse artigo em 2025, com muitas novidades, nos acompanhem em nossas redes sociais e peço que leiam e acompanhem todos os artigos, pois, eles têm uma sequência lógica de assuntos no intuito de apoiar nossos seguidores nos desafios da internacionalização e expansão global.
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Atualmente, pensar em expansão internacional, internacionalização, globalização de suas linhas de produtos e serviços ou simplesmente começar a exportar, já não é mais uma opção e sim uma obrigação de uma empresa, seja ela, de qualquer parte do mundo e de qualquer tamanho, implementar isso em seus planejamentos estratégicos macros a curto, médio e longo prazo.
A internacionalização é uma das estratégias mais ambiciosas e complexas adotadas por empresas que buscam crescimento e diversificação de mercado
Nos últimos meses, o cenário internacional tem exigido cada vez mais atenção das empresas exportadoras, especialmente as brasileiras. Em meio às tensões geopolíticas e ao reposicionamento estratégico das grandes potências, os Estados Unidos têm adotado uma postura comercial mais protecionista, reacendendo debates sobre tarifas, incentivos domésticos e equilíbrio de competitividade global.
O comércio entre Brasil e Estados Unidos é uma das relações econômicas mais relevantes para ambos os países, especialmente para o Brasil. E com a volta de Donald Trump ao poder, essa parceria pode passar por uma fase de incertezas.
📈 Dados Atualizados do Comércio Brasil–EUA (até 2024)
Exportações brasileiras para os EUA: cerca de US$ 36 bilhões/ano
Importações brasileiras dos EUA: cerca de US$ 45 bilhões/ano
Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.
Superávit comercial para os EUA: o Brasil costuma ter déficit com os norte-americanos.
🛍️ Principais Produtos Exportados pelo Brasil aos EUA:
Óleos brutos de petróleo
Aeronaves e partes de aviões (Embraer)
Ferro-liga e alumínio
Produtos químicos e farmacêuticos
Produtos de moda, couro e calçados
Madeira, móveis e celulose
Produtos alimentícios e bebidas (café, suco de laranja, proteína animal)
🏭 Setores Brasileiros Mais Expostos
Esses setores são altamente sensíveis a mudanças tarifárias e regulatórias:
Moda e calçados (taxas de importação já altas nos EUA, podem aumentar ainda mais)
Aeronáutica (a Embraer pode ser afetada por medidas protecionistas contra concorrentes da Boeing)
Agronegócio (sob risco de novas exigências sanitárias e ambientais)
Mineração e siderurgia (já foram alvo de tarifas no primeiro mandato de Trump)
Tecnologia e bens industriais (pouco representativos, mas com grande potencial de crescimento se houver estabilidade).
🇺🇸 O novo ciclo de taxações comerciais dos EUA
Recentemente, o governo norte-americano anunciou aumento de tarifas sobre produtos chineses de setores estratégicos, como semicondutores, veículos elétricos e baterias. Embora a China, ser um grande parceiro comercial , os Estados Unidos, através da nova administração de Donald Trump, com esse movimento envia um sinal claro ao mundo: os EUA estão dispostos a usar o comércio como ferramenta de política industrial interna e inclusive externa, fortalecendo sua moeda, ideais e colocando em cheque o potencial de negociação e respostas de todos os países que os Estados Unidos negociam atualmente, Donald Trump, pesou a mão a todos , Sul-Americanos (alguns mais como o Brasil) Europeus, Africanos, asiáticos , entro outros — algo que afeta diretamente o fluxo global de exportações e importações e coloca mais problemas a serem resolvidos, além das guerras que estão acontecendo a nível mundial.
Esse movimento, que ecoa parte da agenda econômica do governo Trump, é uma resposta ao que os EUA consideram "práticas desleais" de subsídio e manipulação cambial por parte de concorrentes mundiais. No entanto, as consequências desse novo protecionismo se espalham para outros países, inclusive o Brasil, que precisa se preparar para uma diplomacia comercial mais complexa.
Se essas palavras soam familiares, é porque são. Mas agora, o contexto é outro: cadeias globais mais frágeis, uma economia mundial em transição, guerras acontecendo em vários continentes encarecendo os fretes mundiais e países emergentes — como o Brasil — tentando reafirmar seu papel no jogo global. mas, de uma maneira desorganizada, tentando colocar os Brics, com importância no cenário mundial, sendo uma nova alternativa ao velho e forte dólar americano, mas, sem nenhuma estratégia e o Brasil, sem combinar o jogo com os outros participantes, se isola na narrativa e deixa ainda mais frágil, sua posição no mercado global, onde representamos uma pequena fração do mercado internacional, mas, para o Brasil, um número importante, que qualquer oscilação acarretará uma crise econômica maior, com repercussões muito piores e uma recuperação duvidosa, se isso realmente acontecer.
🛃 A Nova Era do Protecionismo Americano
As novas taxações que começam a ser implementadas em Washington já causam inquietação em diversos setores. Não se trata apenas de medidas contra a China, mas sim, globais. A política comercial de Trump sempre teve um viés unilateral, nacionalista e agressivo, o que pode afetar diretamente exportadores brasileiros de produtos industriais, commodities, têxteis e alimentos, com as taxas impostas de 50% , que tem data de entrada para essa semana de agosto de 2025.
Além das tarifas generalizadas, há o risco de novas barreiras não tarifárias, como:
Regras de origem mais rígidas
Barreiras sanitárias e fitossanitárias disfarçadas
Exigências ambientais e trabalhistas mais severas para “produtos limpos”
🧭 A necessidade de uma nova diplomacia comercial brasileira
Frente a esse novo cenário, o Brasil precisa urgentemente atualizar sua abordagem diplomática e comercial. Já não basta apenas abrir mercados — é necessário proteger setores estratégicos, diversificar destinos e criar mecanismos de defesa comercial.
Nos bastidores de Brasília, há movimentações nesse sentido. A diplomacia econômica brasileira tem buscado reposicionar o país como fornecedor confiável de alimentos, energia e produtos industriais em acordos multilaterais e regionais. Mas ainda é pouco frente ao dinamismo das transformações globais.
📦 O que as empresas exportadoras devem esperar (e fazer)
1. Mais barreiras não tarifárias: Além das tarifas, as empresas devem se preparar para barreiras técnicas e regulatórias, como exigências sanitárias mais rigorosas, certificações específicas e regras de origem complexas.
2. Aumento da exigência por sustentabilidade e rastreabilidade: O mercado americano, especialmente nos setores de alimentos e moda (como é o nosso caso na Brazilian Look), tende a endurecer regras ambientais. Empresas brasileiras precisam investir em ESG real, com relatórios auditáveis e práticas sustentáveis comprovadas.
3. Reforço da regionalização e nearshoring: As cadeias produtivas estão sendo reorganizadas para ficarem mais próximas dos mercados consumidores. O México, por exemplo, ganha protagonismo com sua posição estratégica, mas, segue pressionado pelos Estados Unidos pelas taxas impostas e exigência de migração, colocadas pelo governo norte-americano, bem como questões de tráfico. O Brasil precisa pensar em parcerias regionais e posicionamento logístico mais competitivo.
4. Diplomacia empresarial ativa: Não basta esperar por acordos entre governos. As empresas devem se antecipar, atuando em câmaras de comércio, feiras internacionais e fóruns bilaterais. A construção de reputação e confiança será determinante.
🔍 Oportunidade disfarçada de crise?
Sim, os desafios são enormes. Mas também se abrem oportunidades. O reposicionamento comercial dos EUA pode abrir espaço para fornecedores alternativos, especialmente em setores onde o Brasil tem vantagem competitiva — como alimentos, moda sustentável, cosméticos naturais e tecnologia agrícola, entre outros.
🚀 Oportunidades Estratégicas
Posicionar o Brasil como parceiro alternativo em cadeias globais de valor, frente à redução da dependência dos EUA com a China
Aproveitar o momento para fortalecer a marca “Made in Brazil” nos EUA, com foco em sustentabilidade e inovação
Buscar um novo acordo comercial bilateral ou de facilitação de comércio, em especial para pequenas e médias empresas
Explorar setores de futuro: bioeconomia, energias renováveis, moda sustentável, alimentos saudáveis e tecnologia limpa
Para isso, será preciso profissionalizar o processo de internacionalização, investir em inteligência de mercado e adotar uma postura estratégica, com foco no longo prazo.
Espero que tenham gostado de mais esse artigo, se possível, curtam, compartilhem, salvem para ler posteriormente e claro, estou totalmente a disposição em conversar com todos.
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📣 Na próxima edição da newsletter Dicas de Internacionalização, trarei casos reais de empresas brasileiras que estão se adaptando ao novo cenário global com inovação e resiliência.
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Douglas de Lima
Chief Executive Officer and Founder da Brazilian Look Gestão de Negócios Internacionais e Managing Partner da Danfos Distribuidora.
Formado pela Universidade Nove de Julho em Comércio Exterior, Pós-graduado em Internacionalização de Empresas e Gestão de Negócios Internacionais pela Fundação Dom Cabral, Certificação em Marketing Internacional pela ESPM e Export Supply Chain Management at Canadian National Railway, Certificação Ministrada nas cidades de Toronto e Montreal no Canadá.
Com 24 anos de experiência de Comércio Exterior e Membro de Comitês de Gestão de Negócios Internacionais como o Programa Think Plastic, programa que apoia as exportações da indústria de plástico brasileira patrocinado pela Apex, Palestrante do Sebrae, Fóruns e Congressos de Internacionalização de Empresas, esteve presente em mais de 70 países e realiza negócios em mais de 100.
Desde 2006 atuamos mundialmente nos pontos mais estratégicos do globo, encorajamos e capacitamos nossos clientes a descobrirem e conhecerem profundamente a sua organização e capacidade de ir mais longe para ajudá-los a alcançar escala global e internacionalizar seus negócios.
Nossas divisões de negócios dedicam-se a importação e exportação de uma série de produtos e serviços, principalmente dos segmentos de tecnologia, saúde, bem-estar, perfumaria, higiene, limpeza, beleza, embalagens, alimentos, bebidas, produtos orgânicos, veganos, entre outros.
Com escritórios próprios no Brasil, Portugal, Itália e China e uma rede de escritórios parceiros estratégicos, conectamos todos os continentes em uma rede focada na internacionalização do ativo mais importante, nossos clientes.
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