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🌍 Desafios Globais e a Nova Diplomacia Comercial: O Que Esperar das Taxações dos EUA

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Prezados Amigos do Comércio Exterior e Entusiastas da Internacionalização de Produtos, Serviços Brasileiros e Mundiais.


Com muita alegria, escrevo mais esse artigo em 2025, com muitas novidades, nos acompanhem em nossas redes sociais e peço que leiam e acompanhem todos os artigos, pois, eles têm uma sequência lógica de assuntos no intuito de apoiar nossos seguidores nos desafios da internacionalização e expansão global.

Primeiramente, gostaria de convidar a todos aqueles que ainda não assinaram, que assinem nossa Newsletter no Linkedin, "Dicas de Internacionalização" onde traremos tudo sobre como internacionalizar sua empresa, produtos e serviços, curiosidades, dicas, informações importantes para aqueles que ainda não acreditam que é possível internacionalizar sua empresa.

Atualmente, pensar em expansão internacional, internacionalização, globalização de suas linhas de produtos e serviços ou simplesmente começar a exportar, já não é mais uma opção e sim uma obrigação de uma empresa, seja ela, de qualquer parte do mundo e de qualquer tamanho, implementar isso em seus planejamentos estratégicos macros a curto, médio e longo prazo.

A internacionalização é uma das estratégias mais ambiciosas e complexas adotadas por empresas que buscam crescimento e diversificação de mercado

Nos últimos meses, o cenário internacional tem exigido cada vez mais atenção das empresas exportadoras, especialmente as brasileiras. Em meio às tensões geopolíticas e ao reposicionamento estratégico das grandes potências, os Estados Unidos têm adotado uma postura comercial mais protecionista, reacendendo debates sobre tarifas, incentivos domésticos e equilíbrio de competitividade global.

O comércio entre Brasil e Estados Unidos é uma das relações econômicas mais relevantes para ambos os países, especialmente para o Brasil. E com a volta de Donald Trump ao poder, essa parceria pode passar por uma fase de incertezas.


📈 Dados Atualizados do Comércio Brasil–EUA (até 2024)


  • Exportações brasileiras para os EUA: cerca de US$ 36 bilhões/ano

  • Importações brasileiras dos EUA: cerca de US$ 45 bilhões/ano

  • Os EUA são o segundo maior destino das exportações brasileiras, atrás apenas da China.

  • Superávit comercial para os EUA: o Brasil costuma ter déficit com os norte-americanos.


🛍️ Principais Produtos Exportados pelo Brasil aos EUA:


  1. Óleos brutos de petróleo

  2. Aeronaves e partes de aviões (Embraer)

  3. Ferro-liga e alumínio

  4. Produtos químicos e farmacêuticos

  5. Produtos de moda, couro e calçados

  6. Madeira, móveis e celulose

  7. Produtos alimentícios e bebidas (café, suco de laranja, proteína animal)


🏭 Setores Brasileiros Mais Expostos

Esses setores são altamente sensíveis a mudanças tarifárias e regulatórias:


  • Moda e calçados (taxas de importação já altas nos EUA, podem aumentar ainda mais)

  • Aeronáutica (a Embraer pode ser afetada por medidas protecionistas contra concorrentes da Boeing)

  • Agronegócio (sob risco de novas exigências sanitárias e ambientais)

  • Mineração e siderurgia (já foram alvo de tarifas no primeiro mandato de Trump)

  • Tecnologia e bens industriais (pouco representativos, mas com grande potencial de crescimento se houver estabilidade).


🇺🇸 O novo ciclo de taxações comerciais dos EUA

Recentemente, o governo norte-americano anunciou aumento de tarifas sobre produtos chineses de setores estratégicos, como semicondutores, veículos elétricos e baterias. Embora a China, ser um grande parceiro comercial , os Estados Unidos, através da nova administração de Donald Trump, com esse movimento envia um sinal claro ao mundo: os EUA estão dispostos a usar o comércio como ferramenta de política industrial interna e inclusive externa, fortalecendo sua moeda, ideais e colocando em cheque o potencial de negociação e respostas de todos os países que os Estados Unidos negociam atualmente, Donald Trump, pesou a mão a todos , Sul-Americanos (alguns mais como o Brasil) Europeus, Africanos, asiáticos , entro outros — algo que afeta diretamente o fluxo global de exportações e importações e coloca mais problemas a serem resolvidos, além das guerras que estão acontecendo a nível mundial.

Esse movimento, que ecoa parte da agenda econômica do governo Trump, é uma resposta ao que os EUA consideram "práticas desleais" de subsídio e manipulação cambial por parte de concorrentes mundiais. No entanto, as consequências desse novo protecionismo se espalham para outros países, inclusive o Brasil, que precisa se preparar para uma diplomacia comercial mais complexa.

Se essas palavras soam familiares, é porque são. Mas agora, o contexto é outro: cadeias globais mais frágeis, uma economia mundial em transição, guerras acontecendo em vários continentes encarecendo os fretes mundiais e países emergentes — como o Brasil — tentando reafirmar seu papel no jogo global. mas, de uma maneira desorganizada, tentando colocar os Brics, com importância no cenário mundial, sendo uma nova alternativa ao velho e forte dólar americano, mas, sem nenhuma estratégia e o Brasil, sem combinar o jogo com os outros participantes, se isola na narrativa e deixa ainda mais frágil, sua posição no mercado global, onde representamos uma pequena fração do mercado internacional, mas, para o Brasil, um número importante, que qualquer oscilação acarretará uma crise econômica maior, com repercussões muito piores e uma recuperação duvidosa, se isso realmente acontecer.


🛃 A Nova Era do Protecionismo Americano

As novas taxações que começam a ser implementadas em Washington já causam inquietação em diversos setores. Não se trata apenas de medidas contra a China, mas sim, globais. A política comercial de Trump sempre teve um viés unilateral, nacionalista e agressivo, o que pode afetar diretamente exportadores brasileiros de produtos industriais, commodities, têxteis e alimentos, com as taxas impostas de 50% , que tem data de entrada para essa semana de agosto de 2025.

Além das tarifas generalizadas, há o risco de novas barreiras não tarifárias, como:


  • Regras de origem mais rígidas

  • Barreiras sanitárias e fitossanitárias disfarçadas

  • Exigências ambientais e trabalhistas mais severas para “produtos limpos”


🧭 A necessidade de uma nova diplomacia comercial brasileira

Frente a esse novo cenário, o Brasil precisa urgentemente atualizar sua abordagem diplomática e comercial. Já não basta apenas abrir mercados — é necessário proteger setores estratégicos, diversificar destinos e criar mecanismos de defesa comercial.

Nos bastidores de Brasília, há movimentações nesse sentido. A diplomacia econômica brasileira tem buscado reposicionar o país como fornecedor confiável de alimentos, energia e produtos industriais em acordos multilaterais e regionais. Mas ainda é pouco frente ao dinamismo das transformações globais.

📦 O que as empresas exportadoras devem esperar (e fazer)

1. Mais barreiras não tarifárias: Além das tarifas, as empresas devem se preparar para barreiras técnicas e regulatórias, como exigências sanitárias mais rigorosas, certificações específicas e regras de origem complexas.

2. Aumento da exigência por sustentabilidade e rastreabilidade: O mercado americano, especialmente nos setores de alimentos e moda (como é o nosso caso na Brazilian Look), tende a endurecer regras ambientais. Empresas brasileiras precisam investir em ESG real, com relatórios auditáveis e práticas sustentáveis comprovadas.

3. Reforço da regionalização e nearshoring: As cadeias produtivas estão sendo reorganizadas para ficarem mais próximas dos mercados consumidores. O México, por exemplo, ganha protagonismo com sua posição estratégica, mas, segue pressionado pelos Estados Unidos pelas taxas impostas e exigência de migração, colocadas pelo governo norte-americano, bem como questões de tráfico. O Brasil precisa pensar em parcerias regionais e posicionamento logístico mais competitivo.

4. Diplomacia empresarial ativa: Não basta esperar por acordos entre governos. As empresas devem se antecipar, atuando em câmaras de comércio, feiras internacionais e fóruns bilaterais. A construção de reputação e confiança será determinante.

🔍 Oportunidade disfarçada de crise?

Sim, os desafios são enormes. Mas também se abrem oportunidades. O reposicionamento comercial dos EUA pode abrir espaço para fornecedores alternativos, especialmente em setores onde o Brasil tem vantagem competitiva — como alimentos, moda sustentável, cosméticos naturais e tecnologia agrícola, entre outros.


🚀 Oportunidades Estratégicas


  1. Posicionar o Brasil como parceiro alternativo em cadeias globais de valor, frente à redução da dependência dos EUA com a China

  2. Aproveitar o momento para fortalecer a marca “Made in Brazil” nos EUA, com foco em sustentabilidade e inovação

  3. Buscar um novo acordo comercial bilateral ou de facilitação de comércio, em especial para pequenas e médias empresas

  4. Explorar setores de futuro: bioeconomia, energias renováveis, moda sustentável, alimentos saudáveis e tecnologia limpa


Para isso, será preciso profissionalizar o processo de internacionalização, investir em inteligência de mercado e adotar uma postura estratégica, com foco no longo prazo.

Espero que tenham gostado de mais esse artigo, se possível, curtam, compartilhem, salvem para ler posteriormente e claro, estou totalmente a disposição em conversar com todos.

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📣 Na próxima edição da newsletter Dicas de Internacionalização, trarei casos reais de empresas brasileiras que estão se adaptando ao novo cenário global com inovação e resiliência.

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Douglas de Lima

Chief Executive Officer and Founder da Brazilian Look Gestão de Negócios Internacionais e Managing Partner da Danfos Distribuidora.

Formado pela Universidade Nove de Julho em Comércio Exterior, Pós-graduado em Internacionalização de Empresas e Gestão de Negócios Internacionais pela Fundação Dom Cabral, Certificação em Marketing Internacional pela ESPM e Export Supply Chain Management at Canadian National Railway, Certificação Ministrada nas cidades de Toronto e Montreal no Canadá.

Com 24 anos de experiência de Comércio Exterior e Membro de Comitês de Gestão de Negócios Internacionais como o Programa Think Plastic, programa que apoia as exportações da indústria de plástico brasileira patrocinado pela Apex, Palestrante do Sebrae, Fóruns e Congressos de Internacionalização de Empresas, esteve presente em mais de 70 países e realiza negócios em mais de 100.


Desde 2006 atuamos mundialmente nos pontos mais estratégicos do globo, encorajamos e capacitamos nossos clientes a descobrirem e conhecerem profundamente a sua organização e capacidade de ir mais longe para ajudá-los a alcançar escala global e internacionalizar seus negócios.

Nossas divisões de negócios dedicam-se a importação e exportação de uma série de produtos e serviços, principalmente dos segmentos de tecnologia, saúde, bem-estar, perfumaria, higiene, limpeza, beleza, embalagens, alimentos, bebidas, produtos orgânicos, veganos, entre outros.

Com escritórios próprios no Brasil, Portugal, Itália e China e uma rede de escritórios parceiros estratégicos, conectamos todos os continentes em uma rede focada na internacionalização do ativo mais importante, nossos clientes.

Acesse todos os nossos contatos abaixo e teremos o prazer de fazer uma avaliação de prontidão do seu negócio a nível internacional:



 
 
 

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